Turismo e Ecoturismo | Piscicultura | Agroindústria
Bioindústria | Pólo Industrial | Ciência e Tecnologia
Promover o desenvolvimento da Amazônia sem destruir seu valioso patrimônio. Este é o desafio que vem sendo superado a partir do aproveitamento, economicamente viável e ambientalmente sustentável, das inúmeras potencialidades da região.
Orientadas por ferramentas de gestão ambiental, atividades em áreas como agroindústria, turismo, bioindústria e piscicultura garantem produtividade e rentabilidade, evitando a devastação do meio ambiente amazônico.
Mais de cinco milhões de quilômetros quadrados de belezas naturais tornam a Amazônia um cenário de apelo incomparável para o desenvolvimento do turismo, em especial o ecoturismo. A este rico patrimônio de biodiversidade, único e heterogêneo, soma-se a crescente melhoria da oferta de infra-estrutura turística nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins - que formam a Amazônia Brasileira.
Turismo e Ecoturismo
Por ser uma atividade de grande alcance econômico e social, capaz de gerar emprego e renda para a população amazônica sem destruir o meio ambiente, o ecoturismo é uma das prioridades das políticas de desenvolvimento sustentável para a Amazônia Brasileira.
Berçário de milhares de espécies da fauna e flora e gigante nas extensões de seus rios, a Amazônia também atrai turistas de todo o mundo por oferecer uma culinária de sabor exótico, ter um rico patrimônio histórico-cultural e abrigar um povo hospitaleiro.
A Amazônia Brasileira tem o maior potencial do planeta para a produção de peixes de água doce. A região dispõe de vários fatores que favorecem a atividade: clima, solos, água de qualidade e em abundância e diversidade de espécies. Estas características tornam a piscicultura uma atividade econômica com alto potencial de crescimento na região.
Produção de peixes de água doce
Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (ONU/FAO), referentes ao ano de 1995, a produção total mundial da aqüicultura (cultivo de organismos aquáticos) está estimada em 27,8 milhões de toneladas com um valor de US$ 42,3 bilhões. O Brasil respondeu por 46,2 mil toneladas desse total, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
A piscicultura, com crescimento médio de 10% ao ano, tende a responder por 40% do consumo de peixes até 2010, em decorrência do aumento da população global e de mudanças de hábito alimentar, segundo a FAO. Na Amazônia, o consumo de pescado é de 44 quilos per capta/ano. A pesca extrativa adotada na região produz apenas 1/8 dessa demanda. No Brasil, a estimativa é a de que existe mercado potencial da ordem de 600 mil toneladas/ano. Em todo mundo, estima-se que há uma demanda insatisfeita de 28 milhões de toneladas/ano.
Com uma diversidade única de frutas tropicais, a Amazônia Brasileira apresenta alto potencial para o desenvolvimento de agroindústrias. Entre as variedades frutíferas existentes, destacam-se: abacaxi, banana, caju, manga, maracujá e cupuaçu, cuja polpa é utilizada para a produção de sucos e compotas e a semente, para a produção de chocolate de excelente qualidade.
Industrialização de frutas tropicais
Merecem igual importância as plantas oleaginosas propícias à industrialização e cuja produção é favorecida no meio ambiente amazônico. Destaque para a palmeira do dendê. De seus frutos são extraídos dois tipos de óleo, o de palma (retirado da polpa) e o de palmiste (da amêndoa), que possuem inúmeros usos e aplicações, tanto para alimentação humana e animal quanto para outros usos não comestíveis. São utilizados por indústrias alimentícias, óleoquímicas, farmacêuticas e de cosméticos.
A biodiversidade da Amazônia tem atraído a atenção das indústrias brasileiras e internacionais que utilizam produtos e essências naturais para formulação de medicamentos, vacinas e cosméticos, visando à industrialização e comercialização em larga escala.
Ciente do valor estratégico desta potencialidade, o governo brasileiro, a comunidade científica e o setor privado executam o Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia (PROBEM).
Produtos e essências naturais
Para dar sustentação ao programa, foi criado o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), um complexo de laboratórios voltado para pesquisas básicas e aplicadas, transferências de tecnologia, incubação de empresas e prestação de serviços como a certificação de produtos, patenteamento e controle de propriedade industrial, comercialização de produtos, serviços e tecnologias.
Instalado em Manaus, o CBA abre caminho para o pólo de bioindústria, com empresas que utilizam matéria-prima local na elaboração de produtos oriundos da biodiversidade.
A meta do governo brasileiro é criar as condições necessárias para que novas empresas passem a investir nas oportunidades a serem abertas nos setores de produtos farmacêuticos, cosméticos, alimentícios, bioinseticidas, enzimas de interesse biotecnológico, óleos essenciais, antioxidantes, corantes naturais e aromatizantes.
O Pólo Industrial de Manaus (PIM), o segundo maior e um dos mais importantes da América do Sul, é a base de sustentação do modelo Zona Franca de Manaus.
Contribui decisivamente para a inserção tecnológica internacional do Brasil, mantendo um modelo que produz desenvolvimento econômico e social com a preservação ambiental da Amazônia.
O PIM conta com mais de 450 empresas instaladas, um faturamento médio anual superior a U$ 13,6 bilhões, geração de cerca de 90 mil empregos diretos e 350 mil indiretos, somente em Manaus, e mais de 20 mil nos demais estados de abrangência da Suframa.
Um dos mais importantes diferenciais competitivos do PIM é a mão-de-obra qualificada com padrão internacional, sendo uma das mais produtivas em vários segmentos e líder de produtividade na fabricação de televisores, DVDs, celulares, entre outros.
As principais empresas do PIM estão certificadas com as Normas ISO 9000, 14000 e OHSAS 18000. Com isso, alcançaram um grau de competitividade capaz de atender o mercado interno e ajudar o Brasil na ampliação de seu espaço no mercado internacional.
Com crescimento médio anual superior a 20%, um dos melhores do país, a tendência atual do PIM é se fortalecer cada vez mais nas exportações. A meta da Suframa é chegar ao equilíbrio da balança comercial do Amazonas em 2007, com a perspectiva de superávit na seqüência.
O PIM dispõe de suporte educacional e tecnológico proporcionado por 18 instituições de ensino e pesquisa, com cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado em áreas estratégicas como Engenharia de Produção, Administração, Economia, Recursos Naturais, Biologia Tropical, Informática, Meio Ambiente, Qualidade e Produtividade e MBA Executivo, além de cursos técnicos nas áreas de Informática, Manutenção de Equipamentos, Telecomunicações, Eletrônica, Química e Mecânica.
A Suframa, em parceria com instituições acadêmicas tecnológicas da região e empresas do PIM, vem investindo na formação de capital intelectual, com o objetivo de multiplicar os recursos de ciência e tecnologia, capacitar pessoas e instituições, prover soluções e inovações que ampliem a competitividade das empresas e promover a abertura a novos caminhos do desenvolvimento sustentável.
Sendo assim, foram criados o Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Pólo Industrial de Manaus (CT-PIM) e o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).
O CT-PIM tem o objetivo de promover a aplicação de conhecimentos científicos e tecnológicos avançados para o desenvolvimento econômico, ambiental e social sustentável da Zona Franca de Manaus, a partir do PIM e da Amazônia Ocidental, com a finalidade de suprir a necessidade de agregação de valor aos produtos regionais, por meio da capacitação tecnológica voltada ao melhor aproveitamento das potencialidades regionais e geração de práticas e conhecimentos com foco na inovação e no aumento da competitividade.
Já o CBA tem a missão de promover o desenvolvimento e a comercialização de tecnologias e de incentivar atividades industriais, baseadas na exploração sustentável da biodiversidade, em particular da Amazônia.


