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Hoje, Quinta-Feira, 20/11/2008 - 09:26h   
¦¦ Principal - Modelo ZFM - Desenvolvimento Regional - Área de Atuação
:: ÁREA DE ATUAÇÃO

 A Amazônia Ocidental composta dos Estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, e mais a Área de Livre Comércio de Macapá/Santana, no Amapá, possui papel estratégico para o desenvolvimento do Brasil, que embora detenha uma pequena representatividade em relação a população do Brasil, 3 %, representa 27% de todo território nacional.

ÁREA, PARTICIPAÇÃO TERRITORIAL E POPULAÇÃO DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA SUFRAMA

ESTADOS
ÁREA KM2
Part. %
POPULAÇÃO
AC
152.581.388,0
7%
557.526
AP
142.814.585,0
6%
477.032
AM
1.570.745.680,0
67%
2.812.557
RO
237.576.167,0
10%
1.379.787
RR
224.298.980,0
10%
324.397
TOTAL
2.328.016.800,0
100%
5.551.299,0
FONTE: IBGE

Projetos fundamentados no potencial social e econômico da região, devem ser destacados nos Estados da Amazônia Ocidental, devendo-se considerar prioridades das políticas públicas do Governo Federal o desejo de impulsionar projetos voltados para as tendências na economia regional.

O que se busca não são novos ciclos de desenvolvimento, mas a incorporação destes à economia da Amazônia, impulsionando o desenvolvimento regional sustentável como parte de um Projeto de Desenvolvimento Nacional, mediante a inserção de projetos voltados para o ecoturismo , que têm na Amazônia um dos paraísos ecoturísticos mais ricos do planeta, unindo atrativos da floresta à conservação ambiental e à geração de renda.

É difícil de se conceber que países como o Peru, Equador, Costa Rica, dentre outros, estejam na frente quando a questão é ecoturismo. Na biodiversidade , a grande maioria das florestas tropicais brasileiras está concentrada na região amazônica: dos pouco mais de 6 milhões de quilômetros quadrados que se estima ser hoje a área total da floresta amazônica na América do Sul, nada menos do que 60% estão em território brasileiro.

Os números do Brasil também impressionam. O país conta com a maior riqueza de animais e vegetais do mundo: existe entre 10 a 20% de 1,5 milhão de espécies já catalogadas. São cerca de 55 mil espécies de plantas com sementes (aproximadamente 22% do total mundial), 502 espécies de mamíferos, 1.677 de aves, 600 de anfíbios e 2.657 de peixes. Respectivamente 10,8%, 17,2%, 15,0% e 10,7% das espécies existentes no planeta. Além da riqueza natural, a Amazônia abriga uma fantástica diversidade cultural, visto abrigar cerca de 170 povos indígenas, com uma população aproximada de 180 mil índios, 357 comunidades remanescentes de antigos quilombos e milhares de comunidades de seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, babaçueiras, entre outras, que auxiliam na catalogação de ervas medicinais já utilizadas pelos índios.

A Amazônia possui grande importância para a estabilidade ambiental do planeta, nela estão fixadas mais de uma centena de trilhões de toneladas de carbono, sua massa vegetal libera cerca de sete trilhões de toneladas de água anualmente para a atmosfera via evapotranspiração e seus rios descarregam cerca de 20% de toda a água doce despejada nos oceanos pelos rios existentes no globo terrestre, sendo a questão maior que envolve este campo do desenvolvimento sua forma de aproveitamento sustentável.

Na questão pesqueira , apesar de produzir 100 mil toneladas de pescado por ano na região e de constituir a principal fonte de renda para as comunidades ribeirinhas e para a maioria dos pescadores das frotas regionais, o setor pesqueiro da Amazônia recebe pouca atenção do setor público. Um dos maiores problemas verificados vem ser a sobreexploração pela pesca comercial, que ameaça os estoques de espécies de maior valor no mercado – como o pirarucu, o tambaqui, o surubim e o tucunaré, que já estão sendo pescados em tamanhos considerados pequenos para aquelas espécies, principalmente durante a estação seca, entendendo-se entende que seja viável aumentar a atividade pesqueira, desde que sejam respeitadas as espécies ameaçadas e seja feito um manejo sustentável. Ao longo dos rios Solimões e Amazonas, durante o período da cheia (dezembro a julho), as águas sobem até 20 metros e inundam as margens por uma extensão de até 100 km de cada lado formando os chamados lagos de pesca. Na seca, alguns lagos desaparecem e outros ficam isolados, sem canais de conexão com o rio, o que representa um fator singular a ser aproveitado dentro do contexto de sustentabilidade.

Dessa forma, o desafio a ser enfrentado por essa parte da Amazônia Brasileira ( Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima), por se tratar área de atuação da SUFRAMA , requer enorme esforço da conexão: ciência e tecnologia aplicadas sobre a base de recursos naturais, onde o capital social é a principal força motora de transformação como instrumento de impulsionar a participação do PIB regional em relação ao PIB nacional, que é de 4,60%2, tendo em vista que estudos recentes pelas academias brasileiras, levam a um discurso sobre a valoração ambiental no PIB, implantação de políticas ambientais, dentre outros.

 

PIB DOS ESTADOS DE ATUAÇÃO DA SUFRAMA

ESTADOS
PIB ( R$ Milhão)
Participação %
AC
1.703
6%
AP
1.968
7%
AM
18.873
64%
RO
5.625
19%
RR
1.117
4%

TOTAL

29.286
100%
FONTE: IBGE


REGIÕES DO BRASIL
REGIÃO CENTRO-OESTE
REGIÃO NORDESTE
REGIÃO SUDESTE
REGIÃO SUL

 

1 - conjunto de flutuações regulares de grande amplitude que ocorrem ao longo de um determinado número de anos e que se caracterizam por uma fase de expansão econômica seguida de uma fase de recessão

 

2- CONTAS REGIONAIS IBGE – 2000

4. TAXA DE SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS: COBRADA DAS EMPRESAS DO PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS, APLICADAS NA MANUTENÇÃO DA INSTITUIÇÃO, INFRA-ESTRUTURA DO DISTRITO INDUSTRIAL E AGROPECUÁRIO, EM PROJETOS ESTRATÉGICOS DE FORTALECIMENTO DO PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS E INTERIORIZAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NOS ESTADOS DE ATUAÇÃO DA SUFRAMA.




Setor Responsável: CGDER
E-mail: cgder@suframa.gov.br
Telefone: 3321-7121
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TEL: 92 3321-7000 - FAX: 92 3237-6549
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