Criada em 1967 com uma série de incentivos fiscais especiais para integrar a Amazônia ao restante do país, diminuindo as desigualdades regionais e o vazio econômico e demográfico que a área então apresentava, a Zona Franca de Manaus teve como objetivo:
1. Instalar no interior da Amazônia Ocidental um programa de desenvolvimento Industrial, Comercial e Agropecuário;
2. Gerar emprego e renda na Amazônia Ocidental, propiciando um efeito multiplicador na economia regional.
3. Buscar a ocupação econômica da Amazônia Ocidental e suas regiões fronteiriças; e,
4. Atenuar as desigualdades existentes entre as duas amazônias e as demais regiões do Brasil.
No início desta década, a partir da Nova Política Industrial e do Comércio Exterior, que resultou na abertura do mercado brasileiro às importações, a ZFM experimentou profundas modificações, marcadas pelas exigências de "Qualidade e Produtividade" na busca de maior competitividade.
Atualmente, mais de 200 empresas estão certificadas com o selo da família ISO 9000 algumas com selo da série ISO 14.000 (selo verde).
O parque industrial de Manaus gera 50 mil empregos diretos e mais de 250 mil em todo o país, tendo faturado no total, em 2000, US$ 10,3 bilhões, com destaque para dez pólos (eletroeletrônico; bens de informática; relojoeiro; duas rodas; termoplástico; canetas, isqueiros e similares; brinquedos; ótico; metalúrgico e químico), cada um com faturamento superior a US$ 180 milhões.
Esse modelo oferece uma redução de tributos de até 40% em relação ao restante do país e já atraiu empresas como a Coca-Cola, Honda, Gillette, Philips, Xerox, Panasonic, Toshiba, Sony, Kodak, Sanyo, LG, dentre outras, para citar algumas que estão implantadas em Manaus há décadas.
Em 2000, sua produção registrou 6,117 milhões de televisores, 1,281 milhão de videocassetes, 640 mil motocicletas, 1,124 mil de fornos de microondas, 601 milhões de aparelhos de barbear, 284 milhões de canetas e 176 milhões de CDs, entre outros bens industrializados.
Para a consolidação do parque industrial e aumento da competitividade, a atual prioridade é o aumento da produção local de componentes, com ênfase naqueles de elevado peso e valor na composição final do produto, segmento para o qual existem incentivos adicionais.
As demais localidades da Amazônia Ocidental recebem incentivos fiscais especialmente para empreendimentos que utilizem matéria-prima regional, contribuindo para o implemento e consolidação de novas alternativas econômicas de desenvolvimento sustentável.
Apresentação - Amazônia Ocidental - Zona Franca de Manaus - Potencialidades Econômicas - Infra-estrutura - Eixo Estruturante Noroeste - Eixo Estruturante Norte - Privatização do Porto de Manaus - Hidrovia do Rio Amazonas - Petróleo e gás natural - Energia de Guri - Outras opções de infra-estrutura
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