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Admirada, e ainda misteriosa, a fantástica biodiversidade da Amazônia desperta interesse de toda a comunidade científica mundial. De que forma a flora e a fauna amazônicas podem ajudar a curar doenças, a criar novos processos produtivos ou, ainda, a desenvolver substâncias revolucionárias para aplicações diversas? Estas e muitas outras respostas passam, a partir de agora, pelo CBA - Centro de Biotecnologia da Amazônia.

Uma iniciativa do Governo do Brasil, em parceria com a comunidade científica e o setor privado, o Centro de Biotecnologia da Amazônia tem como principais objetivos desenvolver novas tecnologias a partir de pesquisas integradas, que serão realizadas direta e indiretamente por uma rede de laboratórios regionais e nacionais.

Assim, o CBA estará apto a oferecer suporte para as empresas de transformação e industrialização de produtos naturais em suas mais diversas aplicações: de produtos farmacêuticos, cosméticos e bioinseticidas para a agricultura, indústria de alimentos, corantes, aromatizantes, óleos essenciais, entre outros.

O trabalho do Centro de Biotecnologia da Amazônia vai possibilitar, ainda, a criação de mecanismos de inserção das populações tradicionais da Amazônia na economia regional, o aproveitamento sustentado de suas potencialidades, o crescimento de empresas já existentes, a atração de novos investimentos para o setor de recursos naturais na região amazônica e contribuir para a formação de recursos humanos adequadamente qualificados.

 > Índice ---------------------------------------
 >> CBA – Estrutura física e laboratorial entre as mais completas e bem equipadas do mundo
 >> Ações a médio e longo prazos
 >> Um Centro de Integração Nacional
CBA – Estrutura física e laboratorial entre as mais completas e bem equipadas do mundo

Construído com recursos da Superintendência da Zona Franca de Manaus, órgão do governo federal vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, o Centro de Biotecnologia da Amazônia está localizado no Distrito Industrial de Manaus.

São 12 mil m2 de área construída onde estão integrados um complexo com 26 laboratórios, central de produção de extratos, instalações para incubação de empresas, alojamentos para pesquisadores e instalações de apoio administrativo e à pesquisa.

O CBA está constituído de:

• Laboratórios de pesquisas de produtos
de origem vegetal
• Laboratórios de pesquisas de produtos de origem animal
• Laboratórios destinados à central analítica
• Laboratórios de pesquisas com microorganismos
• Laboratório de apoio e treinamento laboratorial
• Complexo de descontaminação, lavagem e esterilização
• Incubadora de empresas de base tecnológica
• Laboratório de produção de extratos
• Biotério
• Planta Piloto de processos industriais
• Diretoria e administração
• Setor de apoio às empresas
• Anfiteatro e salas de reunião
• Alojamento para pesquisadores
• Núcleo de informação e biblioteca
• Museu de produtos naturais

Ações a médio e longo prazos: Garantia da Consolidação Mundial do Centro de Biotecnologia da Amazônia

Na primeira fase, o Centro de Biotecnologia da Amazônia vai priorizar os trabalhos nas áreas de fitoterápicos, cosméticos e extratos, setores em ampla evolução e grande participação na economia nacional.

Também serão priorizadas as áreas de ciência, tecnologia e inovação tecnológica, visando o aumento da competitividade dos bioprodutos e produtos agropecuários produzidos na Amazônia, assegurando desenvolvimento de técnicas que influenciam diretamente a produtividade e a qualidade desses produtos para o mercado interno e o exigente mercado internacional.

Além destes objetivos, o Centro de Biotecnologia da Amazônia terá a incumbência de disponibilizar, ou consolidar, competências em áreas de grande relevância para o desenvolvimento biotecnológico, como, por exemplo, no setor de marcas e patentes, na gestão e transferência de tecnologias e na informação sobre produtos naturais e biotecnológicos e seus mercados.

Em outros setores, o Centro de Biotecnologia pretende desenvolver e potencializar o que já existe no país em termos de bioprospecção. Entre eles estão os produtos farmacêuticos, como, por exemplo, os antibióticos, drogas anti-neoplásicas, anti-hipertensivos, substâncias neuro-ativas e imuno-moduladores, além de materiais para cosméticos, corantes naturais, aromatizantes, óleos essenciais, feromônios, polímeros biodegradáveis, bioinseticidas e enzimas de interesse biotecnológico, entre outros.

Um Centro de Integração Nacional

O Centro de Biotecnologia da Amazônia estará articulado a alguns dos mais importantes laboratórios e grupos de pesquisas nacionais num processo permanente de descoberta de novas substâncias de interesse sócio-econômico.

Regionalmente, esta articulação se dará com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Fundação Centro de Análises Pesquisas e Inovações Tecnológicas (FUCAPI), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária da Amazônia Ocidental e Amapá, Fundação de Medicina Tropical de Manaus (FMT), FIOCRUZ, Universidade Federal do Pará e Museu Emílio Goeldi, entre outras.

Nacionalmente, estão envolvidas no processo a Universidade de São Paulo, Embrapa/CENARGEN, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade de Ribeirão Preto, Universidade de Campinas, Universidade de Brasília, Instituto Butantã, Fundação Oswaldo Cruz, Instituto de Biotecnologia de Caxias do Sul, Laboratório Nacional de Luz Síncroton e outros centros de ensino e pesquisas.