VIABILIDADE

Suframa realiza estudo para setor petroquímico na região


Estudo sobre viabilidade de empreendimentos petroquímicos no Pólo Industrial de Manaus deverá ser concluído em seis meses

A Superintendência da Zona Franca de Manas (Suframa) está realizando um estudo técnico sobre a viabilidade de empreendimentos petroquímicos no âmbito do Modelo ZFM, sob o ponto de vista econômico, tecnológico e ambiental, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O relatório final de avaliação deverá ser concluído em seis meses.
Os objetivos da iniciativa e a equipe técnica responsável pelo estudo foram apresentados aos representantes de entidades de classe, empresas e órgãos governamentais ligados ao setor, em reunião realizada no mês de maio, no auditório da Suframa. Na ocasião, os participantes tiveram conhecimento da iniciativa e da metodologia a ser utilizada.
Segundo o assessor técnico da Suframa, Aristides Oliveira, existe grande consumo de matérias-primas petroquímicas no território onde é exercida a jurisdição da Suframa (Amazônia Ocidental e Área de Livre Comércio de Macapá-Santana), tais como tintas e vernizes em geral, plásticos em geral, adubos e fertilizantes. “O Estado do Amazonas concentra a quase totalidade da demanda por polímeros de diversos tipos, enquanto que no estado de Roraima há demanda por adubos e fertilizantes de origem estrangeira”, destaca, afirmando que é preciso verificar detalhadamente as necessidades do mercado e a viabilidade de empreendimentos petroquímicos na região.
Representantes dos setores produtivos, instituições de ensino e pesquisa e órgãos governamentais aderiram à iniciativa e estão contribuindo com informações relacionadas ao setor que possam enriquecer o estudo.

Entre as empresas instaladas no Pólo Industrial de Manaus (PIM) que têm suas atividades voltadas para o setor petroquímico destaca-se a Videolar que, desde abril de 2002, produz resina plástica com estireno transportado diretamente da Refinaria Isaac Sabbá de Manaus - UN REMAN para a unidade fabril localizada a 4,5 km, no Distrito Industrial, e que tem capacidade média para produzir cerca de 120 mil toneladas/ano.
A empresa transforma o estireno em poliestireno e o utiliza como matéria-prima principal na fabricação dos seus produtos (estojos p/vídeo, cartuchos para áudio e video, caixas para CDs, DVDs e disquetes para computador, além de outras peças plásticas injetadas). A Videolar também é fornecedora de outras fábricas do PIM que utilizam o poliestireno como matéria-prima.
O segmento termoplástico é o terceiro em faturamento, após o de eletroeletrônicos e o de duas rodas, sendo também o que mais cresce no PIM. Somente em 2004 faturou US$ 709 milhões, e no primeiro semestre de 2005 já ultrapassou a casa dos US$ 500 milhões, registrando um crescimento de 79,88% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Essa atuação positiva tem contribuído de forma significativa para o adensamento das cadeias produtivas e o conseqüente equilíbrio da balança comercial da Zona Franca de Manaus, o que pode ser observado comparando-se o percentual de aquisição de insumos regionais, que aumentou de 16,10%, em 1999, para 31,64% em 2005, ao passo que a aquisição de insumos de países estrangeiros diminuiu de 64,03% para 60,25% no mesmo período.

VOLTAR AO MENU PRINCIPAL