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28/02/2014

Zona Franca completa 47 anos com desafio ‘didático’

Fábio Alencar


O maior desafio da Zona Franca de Manaus (ZFM) hoje é “didático”. Esta é a conclusão da entrevista coletiva concedida pelo superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, no dia em que o modelo de desenvolvimento implantado na capital do Amazonas comemorou 47 anos.

Ao conversar com jornalistas na manhã desta sexta-feira (28), Nogueira pontuou alguns números da ZFM, como o faturamento das empresas em 2013, a receitas que elas geram para a União, bem como a quantidade de empregos diretos e indiretos que oferecem, para concluir que aqueles que se posicionam contra, na verdade, estão apenas mal informados. “Nosso maior desafio neste momento é pegar as críticas e esclarecer os equívocos, pois quem conhece a Zona Franca não consegue ser contra. O modelo é estratégico para o Brasil e a maioria dos posicionamentos contrários é baseada em premissas falsas, repetidas como mantras, que só revelam a ignorância sobre o projeto”, disse o superintendente da SUFRAMA.


Entre as “premissas falsas”, Nogueira destacou a que prega que a isenção fiscal na região é muito grande para pouco retorno. “O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) em 2013 foi de R$ 83 bi. A União arrecada no Amazonas mais da metade de todos os tributos federais da 2ª Região Fiscal – que inclui todo o Norte com exceção de Tocantins. A maior parte do que arrecada não volta como repasse para o Estado, ou seja, o recurso é distribuído para o restante do País. Sem ZFM, a arrecadação seria muito menor e o governo provavelmente teria um déficit na Região”, disse o superintendente. “E o que é isenção? Veja o exemplo dos condicionadores de ar tipo split. Em 2012 o consumo de produtos importados era enorme. O governo corrigiu a carga tributária para incentivar as fábricas no Brasil e hoje o setor fatura alto em Manaus. Você pode dizer que o governo perdeu recursos?”, exemplificou.

Mais 50 anos
O superintendente da SUFRAMA lembrou que a proposta de prorrogar os incentivos da ZFM por 50 anos partiu do Executivo federal o que, por si só, mostra o quanto o modelo é estratégico para o Brasil. “Por que a presidente está defendendo o modelo? Porque ele é importante para todo o País – aliás, para todo o Planeta. Ele permite uma atividade econômica que é alternativa à exploração florestal, ajudando a manter a floresta em pé. De quebra, gera superávit para o governo. Dá para ser contra?”, questionou, informando que está extremamente otimista com a aprovação do projeto no Congresso Nacional.

Questionado sobre os caminhos que o modelo deve seguir nestes próximos 50 anos, Nogueira disse que o maior desafio é mostrar a todos no Brasil que a ZFM faz sentido. A partir daí é preciso repensar o modelo para um salto histórico, da manufatura para a criação. “Temos que investir mais ainda na Zona Franca, usando de forma cada vez mais inteligente os recursos de P&D (pesquisa  e desenvolvimento). Também temos que aproveitar melhor nossas vocações naturais. Indústria Naval, Petróleo e Gás e Biotecnologia são alguns dos caminhos. E muitos deles já estamos trilhando, como é o caso da fabricação em Manaus de medicamentos a partir de princípios ativos da Região”, concluiu.




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