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26/02/2016

Superintendente Rebecca Garcia elenca janelas de oportunidades do modelo ZFM durante 'Encontro de Notáveis'

Diego Queiroz


A superintendente da SUFRAMA, Rebecca Garcia, foi uma das personalidades convidadas a palestrar na 166ª edição do 'Encontro de Notáveis', realizado na noite dessa quinta-feira (25), no Studio 5 Centro de Convenções, Zona Sul de Manaus. Durante o evento, cuja organização é liderada pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e que contou também com apresentações dos economistas Jaime Benchimol e Wilson Périco, Rebecca fez questão de elencar pontos estratégicos que se configuram como janelas de oportunidades para o modelo Zona Franca de Manaus e para a economia regional, entre os quais a implantação da Zona Franca Verde; o fortalecimento do Distrito Agropecuário da SUFRAMA; o aprimoramento e o melhor aproveitamento de produtos e serviços inseridos na cadeia turística amazônica; o foco na ampliação das exportações, buscando fazer com que produtos do Polo Industrial de Manaus ganhem participação no mercado externo como alternativa a crises econômicas internas; e a elaboração de um Plano Diretor Industrial que indique, claramente, metas e metodologias a serem seguidas nos próximos 20 anos.

No início de sua palestra, a superintendente comentou o momento difícil de crise econômica por que passa o País, mas defendeu que a união é o principal caminho para a superação. "A crise faz parte do processo de toda economia. Vamos tentar vencer o momento em que estamos vivendo. A SUFRAMA quer contribuir com todos os parceiros para que passemos juntos por esse período difícil", afirmou.

Um tema constantemente mencionado pela superintendente em sua palestra foi a Zona Franca Verde. De acordo com Rebecca, esta é uma iniciativa pioneira que pode potencializar a missão da SUFRAMA enquanto agência de desenvolvimento regional e, ao mesmo tempo, reaproximar politicamente a autarquia de todos os Estados de sua área de atuação - Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) e municípios de Macapá e Santana, no Estado do Amapá. "Pela primeira vez, a SUFRAMA constitui uma ferramenta que poderá interiorizar o desenvolvimento pretendido desde o início da criação do modelo ZFM para toda a região da Amazônia Ocidental mais Macapá/Santana", comemorou a dirigente.

Ela também comentou que a implantação da Zona Franca Verde permitirá o aproveitamento de vocações e potencialidades naturais da região, abrindo oportunidades para negócios em fitoterápicos, polpas, extratos e concentrados de frutas regionais, madeira, farinha de mandioca, aquicultura e piscicultura, entre outros produtos e segmentos.

No que diz respeito à aproximação política com Estados vizinhos, Rebecca afirmou que a primeira reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS) em 2016, a ser realizada nesta sexta-feira (26), é uma indicação de que essa relação está começando a se fortalecer. "Estamos notando uma mobilização muito grande das bancadas da Região Norte para participação no Conselho. Na reunião preparatória para esse encontro, sentimos o Amapá e o Acre em peso e uma forte representação do Amazonas também. Isso é muito importante, pois dessa forma damos mensagens a todo o País de que estamos unidos e a bancada de apoio ao modelo Zona Franca de Manaus não é composta apenas por três senadores do Estado do Amazonas, mas sim por 15 senadores representativos de toda a Amazônia Ocidental, mais o Estado do Amapá", ressaltou a superintendente.

PPBs, DAS, exportação e Plano Diretor Industrial

A necessidade de "abrir" o Polo Industrial de Manaus para o resto do mundo também foi comentada pela superintendente em sua apresentação. Ela lembrou que interlocuçoes recentes junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e demais entes reprensetativos da classe industrial, resultaram na criação do Grupo Técnico Permanente para o Incremento da Competitividade da Zona Franca de Manaus como Plataforma de Exportação (GT-ZFM). "O governo federal inseriu a ZFM no Plano Nacional da Cultura Exportadora e temos conseguido, por meio do Grupo Técnico de Trabalho, debater diversas demandas e entraves nessa área. O nosso modelo foi criado para abastecer o mercado consumidor e nós não queremos deixar de vender para o Brasil, mas queremos, também, ter o direito de vender com competitividade para o resto do mundo", afirmou Rebecca.

Ao falar sobre os Processos Produtivos Básicos (PPBs), ela afirmou que, desde o mês de novembro de 2015, já foram publicadas 33 portarias interministeriais tratando de PPBs para a Zona Franca de Manaus. "Estamos trabalhando constantemente na aprovação dos PPBs e aos poucos vamos caminhando. Com isso, estamos garantindo que nossos investimentos permaneçam na região", defendeu.

O Distrito Agropecuário da SUFRAMA (DAS) também foi tema de destaque na apresentação da superintendente. Ao defender que a SUFRAMA tem em sua missão original a atribuição de desenvolver a industria, o comercio e a agropecuaria, ela pontuou que todas essas vertentes - e não apenas a industrial - são importantes no entendimento da autarquia. "É por isso que a SUFRAMA está preocupada, atualmente, em resgatar os polos agropecuário e comercial. No caso específico do Distrito Agropecuário, tive a oportunidade de fazer uma visita àquela área recentemente e me surpreendi positivamente. Temos grandes produtores lá, com oportunidades de igual tamanho. Precisamos potencializar os produtos que já existem por vocação no Distrito e fazer com que esses produtos se transformem em vendas, em comércio. Com isso, teremos produtos do setor primário que servirão não apenas à subsistência, mas também para vender para o resto do País, e quem sabe, até mesmo para o resto do mundo", pontuou.

Por fim, ela afirmou que a gestão da SUFRAMA está concentrada fortemente na definição de um Plano Diretor Industrial que ditará metas, metodologias e tendências para os próximos 20 anos da indústria regional. "Quando cheguei à SUFRAMA, demandei muito a equipe técnica visando à elaboração de um plano industrial que nos permita saber onde queremos chegar daqui a 20 anos e o que faremos para chegar lá. Nenhuma indústria trabalha sem esse plano, então entendemos que seria fundamental construir essa ferramenta, em parceria com a indústria, com o governo do Estado e demais entes, de forma que tenhamos condições de planejar o futuro do modelo Zona Franca de Manaus", disse.




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