Acesso à informação
Hoje, Quarta-Feira, 22/11/2017 - 20:12h   
Página Principal   Acesso a Suframa   Acesso a Modelo ZFM   Acesso a Serviços   Acesso a Notícias
» SUFRAMA - Publicações
Altere o tamanho da
fonte do seu texto.


DISCURSO PARA A REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SUFRAMA (CAS), COM BALANÇO DA GESTÃO.
DATA: 18/12/2006
LOCAL: MANAUS-AM

Senhor Presidente da República, Senhor Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Senhor Governador do Estado do Amazonas, Senhor Prefeito de Manaus, Senhores Conselheiros, Senhores e Senhoras.

          Está prestes a se encerrar um período de gestão, no qual tive a honra de estar à frente da SUFRAMA. Em maio de 2003, quando assumi sua condução, trazia a incontida ânsia de me dedicar ao seu engrandecimento, assim como quem se dedica ao destino de seu mais caro ente. Encontrava-me apreensiva face à magnitude do desafio, mas trazia a confiança de que não me faltaria o apoio divino quando as forças claudicassem. É hora de revermos se as expectativas do início, manifestadas no discurso proferido perante este Conselho, se tornaram realidade.
          Os seus mais expressivos indicadores são de amplo conhecimento, mas vale a pena recordá-los. Tomando 2002 como referência e considerando o estimado até o final do ano constata-se que:
          - o faturamento registrará crescimento de 142%, atingindo US$22 bilhões;
          - os postos de trabalho, diretamente na planta de produção, apresentarão crescimento de 65%, chegando próximo a 105 mil. Os indiretos representarão em torno de 400 mil;
          - as exportações terão crescido 60%, atingindo em torno de US$1,7 bilhão;
          - as aquisições de insumos nacionais registrarão incremento de 5 pontos percentuais,  mesmo com o baixo valor da taxa cambial do dólar, aproximando-se de 52% de tudo o que é consumido no Pólo, sendo que desse percentual 32% é adquirido localmente;
          - o número de projetos aprovados neste conselho, anualmente, terá crescido 32%, aproximando-se de 286;
          - os investimentos totais referentes a projetos anuais aprovados terão crescido 135%,  chegando próximo a US$2,7 bilhões;
          - os investimentos consolidados no Pólo registrarão crescimento de 187%,  chegando em torno de U$6,0 bilhões;
          - o total de empresas aptas a produzir terá crescido em 43%, chegando a 508;
          - a arrecadação total, incluindo tributos federais, estaduais, municipais, taxas e contribuições registrará crescimento de 90%, aproximando-se a R$11 bilhões.
          - o crescimento da produção industrial foi 72,37%, mais de duas vezes a média brasileira que foi de 34,17%;
          Esse excepcional desempenho do Pólo Industrial de Manaus espraia-se para os demais estados da área. Sendo, isoladamente, a principal dinâmica desenvolvimentista da região, pois é responsável, atualmente, por 64,5% de tudo o que a União arrecada na Região Norte, exceto Tocantins, seus efeitos refletem-se no grande avanço econômico que essa parte do Brasil vem registrando. Nos Estados da Amazônia Ocidental, nos anos 2003 e 2004, a média de crescimento do PIB chegou a quase 50% e do PIB per capita chegou a quase 30%. Estimativas conservadoras para o período 2003-2006 apontam para um crescimento médio em torno de 150% no PIB e 105% no PIB per capita.
          Embora sejam números extraordinários eles não foram suficientes para melhorar a participação regional nas riquezas geradas pelo Brasil, afinal, juntos, esses Estados representam, apenas em torno de 3% do PIB do país.
          Ao lado desse espraiamento natural propiciado pela dinâmica econômica, a SUFRAMA se tornou uma das principais fontes federais de investimento na região. Em toda Amazônia Ocidental e Macapá-Santana, no Amapá, apesar dos altos valores contingenciados no orçamento desta instituição, esses investimentos chegaram à expressiva soma de R$172 milhões. O efeito concreto dessas ações expressa-se em estradas, aeroportos, pontes, armazéns, orlas fluviais e diversos outros aparatos de infra-estrutura econômica, levando benefícios para centenas de milhares de famílias. Podia ter sido muito mais e isso constitui lacuna que registro com indisfarçável frustração.
          As duas Feiras Internacionais realizadas ultrapassaram todas as expectativas. Eventos paralelos relevantes como a Cúpula de Chanceleres da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, em 2004, e Conferência Latino-Americana de Zonas Francas, em 2006, mostram a importância que a iniciativa passou a ter. Os seminários receberam centenas de pesquisadores, técnicos e executivos nacionais e internacionais, permitindo aos mais de 4.000 participantes desfrutarem das mais atualizadas informações relacionadas aos interesses da região e acessarem conhecimentos que, somente na última edição, representaram mais de 1.000 páginas de anais. Os negócios realizados durante a FIAM chegaram a várias dezenas de milhões de dólares e os visitantes aos seus estandes contaram-se às centenas de milhares.
          As iniciativas na área de biotecnologia por fim deslancharam e, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), após uma árdua busca por arranjo institucional adequado, começou a operar como o grande núcleo gerador das tecnologias que sustentarão processos produtivos baseados na biodiversidade regional – as tão esperadas bioindústrias. Um bom exemplo é a germinação em laboratório do cruzamento do dendê amazônico com africano, obtida em projeto com a Embrapa,  o que permitirá ampliar essa tão importante cultura na região e gerar insumos massivos para a produção de biodiesel. O Centro de Ciência e Tecnologia do Pólo Industrial de Manaus (CT-PIM) apresenta-se em diversas frentes e demonstra a efetividade de seu papel, como, por exemplo, na implantação de uma das cinco Design House previstas no Programa Nacional de Microeletrônica e no Programa CI-Brasil e na realização da primeira validação de chip no Brasil, em parceria com a PHILIPS o qual, hoje, está embarcado em 70% das TVs analógicas comercializadas no mundo.
          A busca de cooperação internacional foi outro grande êxito. Hoje a SUFRAMA tem parcerias com centros de excelência em diversas partes do mundo como o IMEC (Interuniversity MicroEletronics Center), na Bélgica, para assuntos sobre microtecnologia eletrônica; a Sociedade Fraunhofer IZM, na Alemanha, com competência em Microtecnologia e confiabilidade de sistemas, considerada  o maior centro de pesquisa do mundo, com 12.000 pesquisadores e  produção de duas (2) patentes por dia; o Leti Minatec, na França, especializado em Microbiotecnologia e sistemas mecânicos-microeletrônicos; a Escola Superior de Tecnologia de Viseu, em Portugal, especialista em tecnologia de produção moveleira e design industrial visando a implantação, em Manaus, de um Centro Amazônico de Design Industrial – CADI.
          A inserção internacional do modelo ampliou-se. Em todos os foros de negociação sobre comércio internacional a ZFM se fez presente garantindo sua condição especial e diferente das demais zonas francas e, portanto, integrante do território aduaneiro brasileiro. Tornou-se, por isso, conhecida e respeitada, ao ponto de pedir e ser aceita para participar da redação do Código Aduaneiro do Mercosul, onde se pretende consolidar, definitivamente, essas conquistas.
          As ações internacionais para divulgar a ZFM e atrair investidores ou abrir mercados ganharam grande destaque. Fomos a todos os continentes e a todos os eventos potencialmente úteis para negócios. Nesse período foram realizadas 52 missões com excelentes retornos na atração de novas fábricas e novas operações comerciais, em especial nos setores de produtos regionais. Um bom exemplo é o último Salão Internacional da Alimentação (SIAL), em Paris, onde empresas regionais de fármacos, essências, bombons regionais, sachês de guaraná e outros, apoiadas pela SUFRAMA, fecharam negócios que superaram um milhão de euros.
          Na área do capital intelectual gostaria de ter feito muito mais, pois acredito que, de fato, esses são os investimentos mais transformadores. Com todas as limitações de recursos, face as rigorosas restrições orçamentárias, ainda foi possível apoiar a implantação de 05 doutorados, 10 mestrados, 07 especializações, em áreas que incluem Engenharia de Produção, Patologias Tropicais, Informática, Transporte e Logística, Biotecnologia e outras.
          Institucionalmente os avanços também foram significativos. Dezenas de seus servidores e colaboradores concluíram mestrados e a maioria dos que só possuíam nível médio graduou-se em desenvolvimento regional. A infra-estrutura e o ambiente de trabalho se modernizaram e a cultura interna tem buscado novas formas de parceria com as empresas e a sociedade em geral, no sentido de atuar mais cooperativamente, de forma mais pro-ativa e mais no sentido de facilitar o ambiente de negócios. Um velho sonho, acalentado nos últimos 20 anos tornou-se realidade: o Plano de Cargos e Salários, que trouxe alento e motivação aos servidores para enfrentar novos desafios profissionais. A interlocução com a sociedade ganhou dimensões novas. Há, hoje, elevado grau de sinergia nas relações com as organizações públicas, representações empresariais e entidades das classes trabalhadoras da região. Sinergia que abraça desde as batalhas pró-ZFM até a realização de ações estruturantes para o desenvolvimento regional. A transparência, a ética e o interesse público  trouxeram à instituição um grau novo de respeito e credibilidade. Estamos prestes a implantar a “nota fiscal eletrônica” nas nossas rotinas de controle dos fluxos de mercadorias detentoras de incentivos. Trata-se de mecanismo poderoso que vai fechar muitas portas para desvios de agentes econômicos com intenções fraudulentas, somente combatidos eficazmente,  com esforço hercúleo e por conta das boas parcerias que temos com Policia Federal, Receita Federal e outros órgãos de controle, com quem trabalhamos juntos, compartilhando nossos bancos de dados para  garantir que tentativas menos dignas sejam identificadas e punidas.
          O modelo ZFM passou a ser alvo de reconhecimento nacional e internacional como o recebimento do prêmio concedido pela FEMOZA – FÉDÉRATION MONDIALE DES ZONES FRANCHES, que a considerou uma das três melhores zonas francas do mundo, durante a II World Free Zone Conference,  em 2004,  e o Prêmio Destaque de Comércio Exterior – Categoria Menção Honrosa, concedido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil e  pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em 2003. A grande imprensa passou parte do período noticiando o grande crescimento da produção regional e, ultimamente, passou a apontar o modelo como exemplo dos melhores êxitos do Governo do Presidente Lula e da Gestão do Ministro Furlan. As conquistas nesse campo são tão significativas que temos a honra, pela primeira vez, nesses quase 40 anos de existência, pela iniciativa e esforço do Ministro Furlan, de ter um Presidente da República presente nesta reunião do CAS.
          Se esse retrospecto é excepcional o futuro se apresenta mais auspicioso ainda. Vislumbro uma nova e revolucionária frente de iniciativas que, se efetivadas, transformarão, definitivamente, a realidade regional.
          Concluímos estudos de viabilidade para empreendimentos gasquímicos a serem originados do processamento industrial do Gás Natural que chegará a Manaus pelo Gasoduto Coari-Manaus. Identificamos alto grau de viabilidade em relação a diversos produtos, entre os quais destacam-se metanol, estirênicos e fertilizantes. Ao todo representam investimentos estimados em US$ 1,095 bilhão, faturamento anual previsto de US$ 1,63 bilhão, 8.000 empregos na fase de sua implantação, além de 2.000 empregos diretos e 35.000 indiretos na fase de operação. Destes empreendimentos, quatro já possuem manifestação de interesse concreto por parte de grupos empresariais contatados pela SUFRAMA.
          Concluímos os estudos para demonstrar os efeitos da transformação do Aeroporto Eduardo Gomes em HUB Internacional, uma espécie de portal logístico da e para a América do Sul, iniciativa já em curso sob o comando da INFRAERO. O estudo tomou como suposição, de forma conservadora, que apenas 5% dos vôos internacionais seriam distribuídos para Manaus. Considerou, também, apenas venda de passagens, movimento de cargas, consumo de querosene  e consumo de passageiros em trânsito e de turistas. Considerou cada turista estrangeiro gastando apenas R$2.000,00 e nacional apenas R$1.000,00. Com essas suposições haveria injeção na economia regional  de um montante próximo de R$2 bilhões, espraiando-se por toda cadeia de negócios com efeitos em toda economia.
          Estão em andamento os estudos para mapear as oportunidades e possibilidades em nichos de negócios a serem focados pelo PIM, no grande boom econômico que se aproxima com o advento da transmissão digital dos sinais de TV, além, obviamente,  da manufatura de HDTV e set top box, já em pleno andamento. Investidores internacionais estão sendo contatados e, em breve, a dinâmica tecnológica titulada de TV Digital, terá no PIM uma sólida plataforma produtiva para compartilhar o mercado a ser gerado nessa área.
          Aproveitando o grande e benéfico efeito ambiental que o PIM tem, pois gerou riqueza preservando ambiente, ao ponto do Amazonas manter 98% de sua cobertura vegetal intacta, a SUFRAMA está ultimando estudos para implantar mecanismos, do tipo "Selo Verde" ou "Marca Amazônia", visando associá-los aos produtos aqui produzidos, de tal maneira que confiram a esses produtos um diferencial de mercado pelo fato de serem "produção com proteção da Amazônia".
          Como é possível perceber os horizontes são largos e os desafios imensos, mas as perspectivas são alvissareiras. No recôndito da alma contemplo a nossa região transformada, não em deserto ou em terra arrasada, mas em espaço privilegiado do planeta onde seus habitantes vivam com dignidade, emoldurados por uma natureza exuberante e apoiados em uma economia dinâmica e sustentável.
          A Zona Franca de Manaus foi e é, de fato, sem ufanismos, a mais bem sucedida política pública federal para a Amazônia, uma região que é complexa, desprovida de infra-estrutura e tão distante das rotas econômicas. Seus êxitos deveriam ser comemorados por todos os brasileiros e considerados fontes de estudo para as autoridades e formuladores de políticas, pois ela comparece como exceção, em um cenário onde se contam dezenas de iniciativas fracassadas.
          Na verdade, o estágio de maturidade a que ela chegou, representa uma grande oportunidade de se ter um rumo sustentável para o desenvolvimento da Amazônia. Afinal, a escala de suas conquistas econômicas, o padrão de sua relação com o ambiente e os benefícios sociais que dela se espraiam para a toda a região são impossíveis de serem alcançados, mesmo no longo prazo, por qualquer outra iniciativa cogitável. Havendo determinação política, basta que se dê curso aos delineamentos já vislumbrados, às iniciativas e aos projetos novos que já estão em andamento. Não há necessidade de novas políticas. É suficiente fazer ajustes nos fundamentos da ZFM para que esse modelo se torne mais estável e mais adequado aos novos tempos. A experiência demonstra, sobejamente, que ele porta possibilidades capazes de beneficiar toda a região. A ZFM transformou-se, verdadeiramente, tal como imaginaram seus criadores, no pólo dinâmico do desenvolvimento regional, aglutinador e ao mesmo tempo espraiador de riquezas.
          Certamente há ainda muita pobreza a ser combatida. Mas, sem a ZFM muitos homens e mulheres que hoje ostentam títulos de doutores não teriam ultrapassado a condição primitiva de suas vidas. Muitos de nossos irmãos interioranos que singram os rios com motores fabricados em nossas fábricas continuariam com suas mãos calejadas de tanto remarem em dias a fio em busca do pão ou do remédio. Eu mesma, embora originária de família com alguma possibilidade, tive que estudar, muitas vezes, sob luzes de candeeiro, e isso não faz muito tempo. Hoje, nossa região é outra,  nossos filhos têm futuro e acalentam sonhos.

          Senhor Presidente, Senhor Ministro, Senhor Governador, Senhor Prefeito, Senhores Conselheiros.
          Deus foi generoso comigo possibilitando-me gerir esta autarquia numa fase tão rica, tão plena de realizações. É, realmente, um privilégio ter servido de instrumento na consolidação de um sonho pioneiro cogitado pelos grandes patriotas que conceberam a ZFM.
          Acredito ter cumprido meu dever para com todos que confiaram em mim. As apreensões do início ficaram na esteira do tempo e a sensação que agora abrigo no coração é a de gratidão por todos os que me ajudaram nesses anos de dedicação e trabalho.
          Começo agradecendo ao Governador Eduardo Braga que hipotecou seu nome e credibilidade política sustentando a indicação de uma técnica da casa, cuja competência para a missão ainda iria ser testada. Ao Ministro Furlan e ao Presidente Lula que se transformaram em verdadeiras trincheiras em defesa do modelo e em propagadores de suas virtuosidades. Às entidades empresariais e de trabalhadores que fizeram coro conosco, de forma decidida, em todos os momentos em que nuvens cinzentas transitaram em nosso céu. Aos senhores conselheiros que nunca me faltaram com o apoio nas matérias e demandas trazidas à este plenário. Aos servidores e colaboradores da SUFRAMA que derramaram suor e lágrima, no anonimato de seus postos de trabalho, pelo bom êxito de cada incumbência que lhes foi confiada.
          De forma muito especial agradeço aos meus familiares. Foram todos compreensivos, mesmo que às vezes o olhar furtivo do neto estivesse dizendo para ficar um pouco mais, ou a reclamação do marido pudesse ser entendida como aviso de que estava ausente demais, ou o carinho mais dengoso dos filhos pudesse ser entendido como um pedido para parar. Mesmo assim, todos suportaram e me ofereceram o sustento afetivo que tanto precisei para superar as dificuldades repetidas.
          Aos meus pais devo gratidão especial. A ele, que tem sido a mão visível de Deus a guardar-me os passos e servir de exemplo para minhas lutas, agradeço pela coragem que sempre me infundiu e as orientações sábias que sempre me propiciou. A ela, pela companhia sempre carinhosa e atenta, como sói ser toda ação de mãe zelosa que sempre foi.
          Meu agradecimento maior, entretanto, é para a Santíssima Mãe de Jesus, Maria de Nazaré. Foi ao seu aconchego que me recuperei de revezes e foi com a lembrança de suas renúncias que calei minhas dores mais íntimas.
          Muito obrigado
          Flávia Skrobot B. Grosso

 

- Download do discurso: clique aqui


 


CGCOM
cgcom@suframa.gov.br
92 3321-7006

Imagem Aérea da Sede da Suframa
Av. Ministro Mário Andreazza, 1.424 - Distrito Industrial
CEP. 69075-830 - Manaus - Amazonas
TEL: 55 92 3321-7000
ANEXO I (92) 3321-7000
Copyright © 1996-2014