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Discurso Cel.Floriano Pacheco

Discurso de posse do primeiro Superintendente da Suframa, CEL.FLORIANO
PACHECO,em 12.05.1967, no auditório “Alberto Rangel”, na Biblioteca
Pública do Estado do Amazonas, em cerimônia presidida pela Governador do
Estado do Amazonas, Danilo Duarte de Mattos Areosa.

Todos quantos nos assistem ao tomar posse em Manaus, da Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA, para a qual fomos nomeados pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República, por indicação do Excelentíssimo Senhor Ministro do Interior, General Affonso Augusto de Albuquerque Lima, podem sentir conosco a solenidade deste momento e o quanto ele estimula nossos sentimentos de cidadão que quer dar o melhor de si mesmo em ajuda á sua Pátria.

Nossos agradecimentos, Vossa Excelência, Senhor Ministro, e, Vossa Excelência, Senhor Governador, bem como a todos, pela presença, nesta hora decisiva para nós.

Recordamos, então emocionados, quantos colaboraram para a grandeza desta terra, no passado: - do ponto de vista político, cresce o nome de Plácido de Castro; no aspecto econômico, o esforço comum de tantos brasileiros, de todas as procedências, a maior parte anônimos, que aqui deixaram o seu trabalho, os seus descendentes e a sua vida.

Esses exemplos apenas nos inspiram para, com toda a humildade, procurar sermos dignos de tão bons patriotas.

Vale recordarmos o passado de explendor do Amazonas que sobrepassou as fronteiras do Brasil, numa projeção da pujança do Velho Mundo, pela riqueza que inundou as margens do grande rio, numa demonstração de potencialidade e valor do homem nos tempos da borracha.

Depois, o retrocesso lento, a predominância das forças poderosas da natureza, com surtos esparsos na exploração de outros recursos para a sobrevivência da nossa gente que sempre existe, para a conservação dos limites da Pátria.

Então, o vazio – depois e agora, a preocupação de como eliminá-lo, de como ajudar, na hora da necessidade, a este povo tão castigado através do tempo.

As presenças aqui, do Excelentíssimo Senhor Presidente Marechal Arthur da Costa e Silva, quando candidato, e, agora, do Senhor Ministro do Interior, General Affonso Augusto de Albuquerque Lima, asseguram que o Governo Federal tem os olhos postos no Amazonas.

O interesse nacional caminha neste rumo; ao passar os olhos pelo Brasil temos o sul desenvolvido, com índices que nada deixam a desejar quanto às mais avançadas nações. O Norte e o Nordeste já agora caminham numa ação dinâmica de todas as origens. O Pará, frente para o mar, já respira melhor. O Amazonas espera ainda a sua hora; ela se aproxima e é objeto da maior preocupação do Governo Federal, como acaba de salientar o Senhor Ministro.

Conhecemos a objetividade que sempre orientou Sua Excelência na aplicação dos ensinamentos auridos da sua profícua vida de soldado probo e capaz, antes no comando das unidades de engenharia do Exército, depois na extensão de suas atividades nos postos civís que ocupou, inclusive no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, hoje, no Ministério do Interior, numa atenção eficiente e realizadora, progressista, dentro das zonas menos desenvolvidas do país.

Sua Excelência o Senhor Ministro nos trouxe o conforto de sua presença ao empossar-nos na Superintendência da Suframa. Traz-nos também a apresentação às autoridades deste Estado, no desejo de que juntos possamos dar passo à nova etapa de desenvolvimento do Amazonas, dentro das aspirações do povo de Manaus.

A tarefa não é fácil, muito ao contrário. Sentimos neste ambiente de brasileiros ansiosos, a expectativa do quê trará a Suframa para e para o Amazonas.

Que nos prometerá, como tanto se tem prometido? Que farão, na realidade, diante de tantas promessas fraudadas?

Embora todos saibam, não é demais relembrar que a Zona Franca existe há 10 anos, sem maiores resultados, sem embargo dos esforços dos nossos capacitados antecessores.

Há 20 dias, estamos com a responsabilidade desta entidade. Temos tido dezenas de colaboradores nominados e anônimos, através de cartas, sugestões, relatórios e programas. Preocupação sobre porto, energia elétrica, industrialização, aproveitamento de recursos da região, comércio, receios de conflitos entre áreas já industrializadas e a que aqui instalar-se-á, receios de competição dos interesses de livre comércio de bens importados, do País ou do exterior, e outros a serem aqui produzidos.

Estamos amparados pelo Decreto nº 60.663, de 02 de maio corrente, para regulamentar a Zona Franca à medida das necessidades mais urgentes, por isso que agiremos com segurança e determinação.

Vamos enfrentar a dura realidade sem desfalecimentos, sem fraqueza. A isso nos mandam, para isso nos dão todo o apoio, para isso reunimos todos os meios de ação, visando ao bem comum e prosperidade de maior número.

A mística das dificuldades do Amazonas, acreditamos, terá solução, realidade, na conjugação do afluxo de capitais de todas as origens que aqui devem aportar e do maior denodado esforço humano de trabalho.

Ajudemo-nos, na certeza de que vamos ser mais afortunados do que quantos nos precederam.

Estamos certos de que o efetivo desenvolvimento da Zona Franca propiciará a Manaus, tudo quanto seu povo espera, transformará esta cidade histórica num baluarte de irradiação do progresso e de ocupação dos mais distantes campos de atividades do nosso país.

Aqui fazemos referência à constante preocupação das Forças Armadas, que nestas áreas tão longínquas, cujos elementos, ombro a ombro com o povo sofrido, não só coração que é animoso e constante no seu amor por esta terra, mas na sua carne sujeita à rudeza da selva, da água, do sol e das endemias sem piedade, se esforçam em conservar nosso formidável encargo legado pelos nossos antepassados.

Quero repetir o que dissemos ao tomar posse do cargo na Guanabara: a tarefa que cabe a cada um de nós e a todos nós é gigantesca. Ao Governo Federal, ao Governo do Estado do Amazonas, à Sudam, ao empresariado de todas as procedências, à Suframa, a todos que num esforço comum e coordenado, devem integrar a Amazônia na vida da Nação brasileira, com o potencial de suas riquezas, para a redenção da sua gente.

Só nos move neste momento, com a intenção de bem servir, uma preocupação: o homem da Amazônia, o suporte à sua vida, ao bem estar de sua família, à sua fé nos destinos da sua Pátria, que ele guarda, há muito, com o seu sofrimento, com sacrifício de sua própria vida.

Muito obrigado.

 


 


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